Os riscos da inovação

Posted By on Aug 13, 2015


Os riscos da inovação

 

                Alguns serviços muito conhecidos tem sido alvo de empresas e orgãos fiscais brasileiros. Operadoras de telefonia celular sentem-se ameaçadas com o WhatApp, canais de TV aberta e paga perdem audiência para o Netflix e Uber tem dado dor de cabeça aos taxistas.

                 A Ancine (Agência Nacional do Cinema) demonstra intenção de regulamentar os serviços de streaming no Brasil e as redes de TV iniciam planos contra o Netflix. Recentemente divulgado na UOL, durante o Congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), o presidente afirmou “Não temos nada contra a Netflix, mas apelamos ao governo para que haja uma isonomia tributária”.

                O Uber começou a operar em 2014. É um aplicativo. Você se cadastra pelo celular e as cobranças das corridas vêm direto no cartão de crédito. Você informa onde está, para onde quer ir e pede o carro. Segundo o G1 da Globo, Os taxistas alegam que quem usa Uber não paga as taxas e impostos que eles pagam. Já os usuários do Uber, afirmam que pagam IPVA e não tem desconto na compra do carro, benefícios que os taxistas possuem.

                Para o WhatsApp as coisas também não estão fáceis. Segundo reportagem publicada recentemente no Jornal Estadão, as operadoras de telefonia estão preparando um documento, com embasamento econômicos e jurídicos, contra o funcionamento do WhatsApp. Tudo indica que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve regulamentar o uso do serviço de voz do WhatsApp, uma vez que ele funciona com um número telefônico. Este item já faz com que ele seja diferente de outros programas de mensagens, como o Skype, que também possui recurso de troca de mensagens por voz.

                Mas porque tudo isso? O número de celular é outorgado pela Anatel e as empresas pagam tributos para cada linha autorizada. A título de curiosidade, cada operadora paga R$ 26,00 por linha móvel ativada e R$ 13,00 por ano a título de taxa de funcionamento.

                Segundo o ministro das Comunicações, estes serviços captam riqueza de dentro do Brasil para fora. Soluções como o Netflix têm grande impacto na rede, demandam fortes investimentos e não investem em expansão de infraestruturas locais. Ainda, o ministro afirma que o Netflix já ultrapassou em faturamento a Rede Bandeirantes e a RedeTV e não gera praticamente nenhum emprego no país.

                Foi assim com outras empresas, como por exemplo, as locadoras. Ao surgir o YouTube e sites para assistir ou baixar filmes, pressionou este tipo de negócio e levou as empresas a falência. Com a máquina fotográfica também. Já o jornal, muitos acreditavam que sumiria com a internet e vemos que a mídia impressa continua forte.

                A inovação faz isso. Incomoda alguns, realiza transformações na sociedade, trazendo novos produtos e serviços nunca antes pensados. E você, o que tem feito para inovar em sua escola?

 NoTom51B